quinta-feira, 27 de fevereiro de 2025

O tesão desagua

 


Banho delicioso,  verão,

A carne em estado de excitação.

Horário comercial,  expediente,

O sexo pulsando,  latente.

 

Misturando-se com a água,

Intensos, abundantes fluídos.

O tesão incandescente desagua,

Vertiginosos são os pecados.

 

Deslizando mãos pelo corpo,

O desejo atingindo o topo.

Configura doce alucinação,

Trago-o para perto,  imaginação.

 

Penetrando dedos,

Na parte mais sensível.

A fricção,  tornando possível,

Nos sentidos pervertidos.

 

Aos poucos respiração ofegante,

Olhos fechados, inebriante.

Sussurrando o teu nome,

Lascívia é o meu sobrenome.

 

Seguindo os instintos,

Das carícias,  alimento o compasso.  

Devaneios inaudíveis gritos,

Na percepção outro passo.

 

Co-crio o teatro, existência,

Movimentos cadenciados.

Invadindo-me, persistência,

Com gosto degustados.

 

Minutos silenciosos,

Em toques saborosos.

Culminando no gozo,

No deleite prazeroso.

 

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