domingo, 30 de julho de 2017

Alquimia sexual (sexo e rock n’ roll)


Não há nada melhor do que quebrar a rotina...
Daquele marasmo de todos os dias sair.
Eu sei que muitas vezes, a vida é complicada, exercendo sobre as nossas mentes uma pressão que, por mais que tentamos ser, ou demonstrar que somos fortes, há momentos que o fracasso vem nos atormentar.
Por isso, que naquele dia resolvi literalmente explodir com todos esses momentos monótonos e demasiadamente sem sentido!

***

Havia um tempo que não nos encontrávamos para usufruir algumas horas de prazer...
Nesta ocasião, levei comigo um ingrediente a mais, um cartão de memória contendo muitas de minhas músicas de metal preferidas. Por que ficar em um quarto de motel ouvindo uma rádio sem graça, isso não estava em meu contexto.
Para minha, ou melhor, para a nossa alegria, o que planejara deu certo.
O aparelho de som ligado e a televisão ao mesmo tempo em um canal adulto.
O que desejava... A fantasia erótica estava ficando cada vez mais interessante...
A penumbra que deixara no ambiente condizia com o ritmo musical.
A carne tremia de tanto tesão: Vermelha, quente e molhada.
O corpo transbordando luxúria almejava pelo toque, o que então se deu: Mãos, dedos e língua fazendo tornando a pele arrepiada.
A minha essência correspondia a cada música que tocava...
O heavy metal transcendendo na pele com os monstros do metal. O que fazia com que houvesse uma miscelânea de todos os elementos que ali nos eram oferecidos.
Era exatamente isso o que desejava: O espírito de Lillith comigo, para que eu pudesse extravasar a lascívia em todos os sentidos ao meu parceiro, para que ele também pudesse comungar comigo daquele momento. E não foi nada difícil, pois o conduzi da maneira que eu queria.
A cada introdução musical, era um grito de êxtase que emanava de minha essência... A lascívia de mãos dadas com a minha performance.
Os movimentos sensuais acompanhavam a batida da música... E o seu vai e vem me deixava cada vez mais excitada!
Toda aquela ambiência era o que eu mais queria... Estar a sós com ele... De me sentir desejada!
Um quarto de motel, o lugar perfeito, para misturarmos tudo o que mais adoramos: O sexo e o metal... Que rasga a pele e faz a alma sangrar de êxtase em uma alquimia visceral e sexual.

***

Dedos foram introduzidos na boceta... Enquanto a sua boca percorria por meus seios...
O fascínio que aqueles ingredientes me causavam era perspicaz em minha pele, causando-me reações.
O seu corpo entrava em sintonia com o meu através das canções...
Este foi o ritual que havia fantasiado enquanto preparava cada detalhe.
De repente, a sua boca envolvia os meus lábios vaginais, a língua atingia bem no centro, fazendo-me amolecer e interagir no ritmo frenético a cada toque, contorcendo sobre os lençóis e os fazendo desarrumados.
As nossas atitudes se tornavam cada vez mais ensandecidas.
E tudo tomava proporções ainda maiores...
Em cada um de nossos movimentos...
Em cada gemido...
Em cada sussurro...
Com todos os palavrões pronunciados!
Nada melhor do que demonstrar e despertar o tesão alheio.
E imitando uma tesoura com os dedos que me invadiam a boceta e o rabo, ele me chupava e, introduzindo o seu pequeno pedaço de carne teso em minhas entranhas, o mordia...
O sexo ficando mais e mais sensível notava a chegada do momento do gozo... Mas eu conseguia o retardar para possuir mais o frisson em meu corpo.
A música ecoava em meus sentidos como se fora uma droga, fazendo-me entorpecida. E ele captava isso em mim.
A luxúria era lancinante em nossos corpos...
Como não adorar toda orgia a qual nos propusemos a realizar?
Quando me coloquei de quatro e o ofereci a bunda abrindo bem às nádegas para que ele me ofertasse a sua língua e seus dedos em meus dois orifícios... A sua reação em me satisfazer foi imediata... E também intercalava os seus movimentos dando-me tapas.
- Fode o meu rabo! – Eu lhe pedia aos gritos, devido à altura do som que transcendia no ambiente.
Prontamente ele me puxou para a ponta da cama e rasgando as minhas pregas, invadiu-me de uma só vez.
Em minha volúpia havia um misto de ansiedade, dor e prazer... E confesso que amo essa miscelânea de lascívia dentro de meu ser.
As suas oscilações eram constantes...
A reação vibrante em minha loucura fazendo a alquimia junto ao metal que estrondava em riffles de guitarra...
A boceta inchada ao tocar...
Sentia-me febril tamanha a volúpia que a música provocava.
No instante em que ele estocava o meu rabo, a sua mão procurou a boceta e freneticamente passou a esfregar o dedão em meu clitóris...
- Puta que pariu! Caralho! – Eu o xinguei.
Ao rebolar mantinha o meu corpo firme para recebê-lo todo ali dentro...
Por alguns instantes cessava os seus abalos para que eu pudesse mordê-lo com a minha boca anal... Dessa forma exercia pressão sobre o membro cada vez mais em riste.
Podia sentir toda a sua excitação...
Podia sentir os seus batimentos cardíacos no compasso da canção que tocava...
Podia ouvir a sua respiração ofegante...
Toda aquela atmosfera era um êxtase total.
Todo este frenesi era o que eu procurava para alimentar a minha fome insaciável de prazer.
Não há recíproca melhor do que você se entregar e receber sem reservas.
O meu corpo se deixou levar por aquela onda de estímulo... E como um mar revolto se ofereceu ao gozo.
Após tecer uma ladainha de gemidos e palavrões enquanto gozava ainda me convulsionando, mantive-me na mesma posição, agarrada pelos quadris, enquanto ele me socava continuamente... Os seus gemidos se misturavam ao compasso da música...
Quanto mais ele me estocava... Mais eu lhe pedia...
Aos gritos queria tomar leite em meu cu... E o tesão continuava a se aflorar em nossos corpos...
- Fode o meu cu com força! – Eu lhe pedia.
- Safada! Quer leite de cacete do cu? – Ele me indagava.
- Quero! – Eu lhe respondia.
- Mas eu quero socar muito neste rabo! – Ele me dizia.
Ele passou a puxar os meus cabelos e a desferir tapas em minha pele clara...
- Fode com força o meu cu! – Eu continuava enlouquecida.
- Então toma! – Ele me respondia, logo em seguida socando-me com raiva.
E agora me tocando...
Novamente eu gozei soltando um grito gutural de minha garganta. Isso fez com que ele entrasse em transe.
E poucos instantes depois, ele encheu o meu copinho com a sua porra que tão logo começou a se derramar por entre as minhas coxas.
Mas eu não queria parar por ai...
Fiz com que ele se deitasse e me encaixei em sua boca com os meus lábios vaginais... O meu clitóris sensível roçava em sua língua... E em seguida, deslizei o meu corpo e engoli o cacete com a boceta...
Eu o cavalgava...
O sentia todo aqui dentro de mim...
As suas mãos percorriam em meu corpo e apertavam os meus seios, quando começou a sugá-los...
Como sou atrevida, direcionei uma de suas mãos para a minha bunda e ele entendeu o que queria lhe dizer e assim o fez, atolou dois dedos em meu rabo...
- Ai que delícia! – Eu lhe disse ao sentir um arrepio percorrendo em minha espinha.
Ao sorrir, eu continuei com a minha dança tendo os buracos preenchidos...
E continuei pedindo para que enfiasse outro dedo... Isso dá uma sensação gostosa de dor que com o tempo faz se transformando em prazer... Meu vício!
Em seu membro me esfregava... Podia sentir novamente a sua ereção e a pressão que seus dedos exerciam em minhas bordas anais...
Ele continuava com tudo seguindo o meu embalo...
- Caralhoooooooooo! Não há como não se deliciar com este momento só nosso ao som do rock n’ roll! – Eu lhe dizia.
- Você sabe mesmo como surpreender! – Ele em dizia sem parar o que estava fazendo.
- Então, aprecie sem moderação! – Eu lhe falei.
As mãos eu apoiei em minhas coxas para me dar maior movimento... E por vezes, eu intercalava brincando com o clitóris.
De repente, sem tirar os dedos de meu rabo, ele pegou-me pela cintura com a outra mão socando os seus dedos sem parar...
Isso fez com que o tesão alcance um grau inimaginável...
Até que ele me fez gozar outra vez.
O meu corpo se fazia languido...
Os meus movimentos agora eram sinuosos...
Outra tapa bem forte desferindo em minha bunda, levantando-me e me jogou sobre a cama, deixando-me na posição de frango assado, com as pernas abertas para ele ver tudo... Uma chupada bem gostosa e melada dando em meu cu... E aos poucos foi entrando em meu rabo guloso... Pouco a pouco... O sentia pulsando enquanto me penetrava... Até que entrou tu-di-nho...
- Ai que delícia! – Eu gritei.
Deixava-me levar por sua euforia...
Os meus pés segurava firme, para que os seus movimentos fossem precisos... O dedão esfregava em meu clitóris... Quanta loucura. Não demorou muito para que novamente me fizesse gozar.
E ele já conhecendo a minha maneira de ser, deu continuidade aos seus movimentos... E mais uma vez o senti pulsar dentro de meu rabo...
Derramando-se...
Dando-me...
Enchendo o meu cálice com o seu elixir.
Um pouco sem forças, deixamo-nos cair sobre a cama...
Entre respirações ofegantes...
O desejo por hora saciado.
Um banho quente nos aguardava para recompor as forças, já que as energias estavam revigoradas.
E com a atmosfera do metal pairando sobre o quarto, não foi difícil para recomeçarmos novamente...
Havia algo de diferente no ar.
E esta é uma sensação de embriaguez que o metal nos presenteia.


sábado, 29 de julho de 2017

Embriaguez de sensações


Toque...
Volúpia...
Luxúria...
Mãos e línguas tateando o corpo, vasculhando e sugando a fonte.
Sensações que transcendem ao desejo hipnotizante.
A alma rejuvenesce...
No vislumbre da luz púrpura.
No elixir que abastece a embriaguez dos sentidos,
E transborda na veneração do sexo inflamado.
O entorpecimento...
A euforia do momento...
Toda e qualquer tipo de insanidade.
Os deuses sabem o seu propósito...
De tudo ao que dispomos.
A fonte insaciável.
Pelos cômodos,
Gritos e gemidos.
E quem sabe sussurros proibidos?
O valor incalculável de todos os êxtases...


quinta-feira, 27 de julho de 2017

Sensações que transcendem ao desejo



Essa minha fissura pelo novo...
Em experimentar coisas que possam me desencadear sensações indescritíveis.
Por que nunca ousar?
E respondo que sim!
Sou o que sou... E apesar dos pesares... Ninguém jamais me modificará.
Com o tempo amadurecemos a nossa essência. Mas nunca a modificamos. Muito pelo contrário: A moldamos!
***
Certo dia...
Em um quarto de motel, estava bem acompanhada levei comigo um presente de uma amiga que, o nomeei de Número Dois.
O Número Dois não é somente um brinquedinho qualquer e, sim um consolo de silicone.
Nada melhor do que dois membros para me divertir.
Como de praxe um filme adulto na telinha. No entanto, o som dessa vez não colaborou conosco.
Ao me deitar, no início mostrei a ele como havia feito na noite anterior para experimentar aquela sensação dentro de mim.
As pernas abrindo, lambi o consolo e o enfiei entre os meus lábios vaginais.
Ele a me observar cada um de meus movimentos... Quase que hipnotizado... Era nítido o tesão!
Porém, não se conteve e com fúria me atacou...
A sua língua quente passeava pelo meu corpo... Até atingir ao ponto molhado e desejado.
- Hum... Que delícia! Está tão cheirosa! – Ele comentou.
- Isso... Continue! – Guiava-o para que ele pudesse atingir no ponto exato.
Com o Número Dois ele também brincava e o meu clitóris mais e mais se inflamava no prazer em dose dupla.
Os gemidos da mulher na televisão se misturavam aos meus.
Como esperávamos por este momento de total luxúria e libertinagem a dois... Ou melhor, a três!
A total entrega era mútua...
Nada mais existia em nosso mundo, nada além de nós... Com as nossas peles suadas pelo calor que o tesão emanava.
Os movimentos de meus quadris eram compatíveis com a dança de sua língua sobre o pequeno pedaço de carne teso e o dedo metido em meu orifício anal...
O sentia plenamente em minha sintonia.
Quando tomando fôlego:
- Preciso me divertir mais! – Ele ponderou.
O seu corpo se encaixou ao meu...
E de uma só vez me penetrou a boceta!
Entretanto, estava sentindo falta de algo a mais... E peguei o Número Dois lhe oferecendo.
- Coloque-o dentro de meu cu! – Eu lhe pedi.
O meu parceiro prontamente tomou o Número Dois em suas mãos, introduziu-o na boceta para lubrificá-lo... Imediatamente o apontou para a entrada do meu rabo e aos poucos foi introduzindo-o...
- Nossa! Que sensação maravilhosa!
Após socar-me com o Número Dois, ele fez com que eu o segurasse para que não sair. E penetrando-me mais uma vez a boceta fez com que, entregasse-me ao gozo, porém, controlei-me... Pois queria desfrutar o máximo que pudesse de duas rolas penetradas em meus orifícios.
Para usufruir mais da liberdade de meus movimentos, inclinei-me de lado e assim podia socar com o Número Dois em meu rabo.
A boceta era devidamente estocada. Por vezes, pedia a que ele cessasse os seus movimentos a fim de apertar o seu cacete e o Número Dois com as bocas de meus buracos... Exercia pressão sobre os dois corpos que até então, penetravam-me!
Palavrões e palavras desconexas saiam de minha boca...
***
O espírito devasso de Lillith se apossava de minha essência e fazia florescer ainda mais a luxúria em minha alma.
Como eu desejava tudo aquilo...
Como se fora o ar no momento da asfixia...
O alimento na hora da fome...
A água para saciar no instante da sede...
Incorporava-a!
Como não adorá-la quando profanamos aos nossos corpos?
Tudo me excitava!
Tudo em sua veemência me excita!
Com os meus olhos fechados, mergulhava cada vez mais em seu mundo, na miscelânea de um transe que viaja aos quatro cantos do mundo à procura de satisfazer toda a sua volúpia insaciável.
***
Todas aquelas horas eram nossas...
Os minutos de êxtase eram tudo o que buscávamos a cada segundo em nosso ritual particular... A cada segundo nos entregávamos à devassidão.
Como eu desejava perpetuar toda aquela euforia: O vai e vem em minhas paredes anais... O entra e sai na boceta... Exercendo pressão em ambos os buracos... A dor que outrora pulsante ao Número Dois adentrando em meu corpo e a transmutação em prazer.
Ambos estávamos envolvidos naquela atmosfera sem julgamentos ou repressão... Éramos e somos o que desejamos ser!
Até que não suportando mais... Entreguei-me ao gozo... As reações voluptuosas em meu corpo foram inevitáveis, como uma chuva se derramando em uma madrugada quente de verão... O seu cacete e o Número Dois sendo mordiscados ao mesmo tempo com tamanha fúria.
Os movimentos ritmados continuaram... E ele não se fez de rogado e deixou-se fluir dando-me de beber... Assim saciando a sua fome!
O que acabara de acontecer foi algo maior ao que buscávamos: O alimento para o corpo e a saciedade para a alma.
O resultado foi respirações ofegantes e batimentos cardíacos acelerados... Deixamo-nos cair por entre os lençóis desarrumados.
***
Uma ducha quente...
Conversas...
Filme pornô na telinha da TV...
Gemidos alheios e corpos sendo venerados e invadidos...
A excitação novamente à flor da pele...
Um combustível e tanto para nos proporcionar mais momentos de aventuras carnais.
***
O sexo oral novamente sendo degustado e a insanidade se pondo à prova.
Ao puxar os seus cabelos, fazia com que a sua língua se transformasse em uma hélice interagindo com o clitóris.
O sexo quente, molhado e inchado, deixava-o cada vez mais excitado!
Os meus gemidos, sussurros, palavrões e gritos nos faziam ensandecidos...
Eu adoro provoca-lo com os meus compassos corporais...
Com as minhas putarias...
Com os meus enredos transpirando luxúria e libertinagens...
Enquanto ele se saciava com o meu gosto em seu paladar, eu detalhava as mais loucas cenas eróticas e fazê-lo ainda mais pervertido.  Não é sempre que alguém está usufruindo de sabores carnais com uma escritora de erótica... A minha mente vagava por tramas jamais imaginadas, como se eu estivesse embriagada que, depois aquelas palavras se perderiam por aqueles cômodos e jamais seriam escritas ou novamente pronunciadas.
O fazia também embriagado em meus desejos sob o efeito do licor que sacia de entre as minhas pernas... Quanto mais o embriagava, mais eu me derramava. Era o que almejava se manter a mercê de nossa lascívia.
O tempo não cessava...
Perdi completamente a noção.
E quase gozando, para que parasse... Pois não queria fazer tão logo...
Outras vezes, realizei este processo...
Até que pedi para que me penetrasse aonde quisesse e, ele escolheu a boceta. Em nada justificou a sua escolha, só queria se manter por ali e ereto.
Então, tocava-e com ele atolado entre os meus lábios vermelhos e quentes!
E desejava sentir a sua pressão e pedia-lhe para me estocar com força... E o dirigia-o para que ficasse parado e açoitando-me com o dedão... E assim ele fazia...
Por alguns instantes sufocava os meus gemidos, apenas me concentrando na parte inferior de meu corpo...
Quanto tesão...
Uma explosão!
Em gozo deixei-me novamente me expandir.
Neste momento, apesar da euforia, notei o quanto ele se fizera excitado!
Ainda ofegante me mantive na mesma posição, para que ele também usufruísse do mesmo prazer.
- Vou gozar! – Ele me avisou.
- Hum delícia! Quero que goze fora... Quero um banho de leite! – Eu lhe pedi.
Quando, de repente, ele saiu da boceta e direcionando o cacete em meus seios, jorrou três longos jatos de porra!
O meu corpo ficou lambuzado com o seu êxtase.
***
Amo quando há essa cumplicidade mútua.
Quando não precisamos nos vestir de máscaras para sermos aceitos ou para não chocar ninguém com os nossos atos e principalmente com a essência que borbulha em nossa alma.
O restante desse nosso encontro carnal foi marcado por euforia, loucuras e sensações que transcende qualquer desejo.



quinta-feira, 20 de abril de 2017

Páginas do meu diário IV



Sempre os meus sonhos e eu.
Totalmente embevecida pelo momento...
Era assim que eu me encontrava.
Ou melhor, encontrávamos!
A luxúria transbordando em meu ato pecaminoso.
O meu corpo encaixado no sexo de alguém.
E a lascívia sendo traduzida em palavras.
O meu corpo lânguido...
E a alma embriagada pelo licor do êxtase.
Os seus movimentos continuavam dentro de mim.
E sua cadência elevava de vez a essência que transcendia o gozo.
As nossas almas se completavam sob a euforia do transe.
Não queria que nada naquele momento, a não ser usufruir de todas as sensações que o instante pudesse a nós dois proporcionarem.
O que é mais justo e perspicaz...
Nada mais concreto e avassalador do que o seu falo tocando as paredes de meu interior.
É assim que me mostro como realmente sou:
Sem amarras...
Sem máscaras...
Completamente sem pudor!
A libido como a única vestimenta da alma...
Sem freios...
Sem medidas...
Na invisibilidade das leis regidas por convenções sociais.
Nada é mais frustrante do que a hipocrisia e falso moralismo.
Liberdade é o meu sobrenome.

Embora a realidade se mostre o contrário dos meus sonhos

Canal Com Sensual - Por Bianca Jahara

domingo, 2 de abril de 2017

A diarista – 2ª parte


Mais ou menos depois de uma hora e meia, a dona Sônia chegou com as crianças que nem ao menos se importaram com a minha presença. Ela demonstrava preocupação com o marido e já os pequenos cada um foi para o seu quarto.
- Ele continuou no quarto. E meia hora antes havia saído para almoçar. Ofereci a minha ajuda, porém, disse-me para não me preocupar e levou a bandeja para o quarto. – Eu lhe passei o que havia ocorrido, ou quase tudo.
- Tudo bem! Obrigada! – Disse dona Sônia se retirando.
***
Neste momento procurei fazer ainda mais o meu serviço. E quando dona Sônia saiu do quarto, estava na cozinha para pegar o envelope com o meu pagamento.
- Que bom que ainda esteja aqui! – Ela me disse sorrindo.
- Sim dona Sônia! – Eu lhe falei.
- Uma amiga aqui do condomínio está precisando de uma diarista. Não sei se fiz mal, mas eu lhe indiquei. Aqui está o cartão dela. Pediu para você entrar em contato ainda hoje, talvez precise de você para amanhã mesmo! – Ela explicou.
- Pode deixar, assim que eu chegar em casa, ligarei com mais calma. Obrigada dona Sônia. Isso demonstra que está gostando do meu trabalho. – Eu a agradeci.
- Estou sim! Você além de ser muito eficiente e organizada... Também é muito discreta! O meu marido me avisou que você não o incomodou em nenhum momento. Porque quando ele se sente indisposto devido ao estresse do trabalho, ele acha melhor ficar sozinho, por isso, fui trabalhar! – Ela me explicou.
- Tudo bem dona Sônia, não precisa se explicar! – Eu lhe falei.
Ela apenas sorriu.
- Está aqui o número da sua amiga. E ligarei sim! Obrigada! – Eu lhe agradeci mais uma vez.
***
Enfim, deixei a dona Sônia, para ter um pouco de privacidade em meus pensamentos.
Ela nem pode imaginar o que está acontecendo entre o doutor Ikaro e eu.
***
No caminho para casa, as palavras de Ikaro rodavam em minha cabeça como se fosse o efeito de uma bebida barata. Ele nem sabe nada ou quase nada da minha vida, apenas que trabalho dois dias na semana em sua casa.
Dos meus pensamentos fui despertada quando a voz feminina no áudio do metro, anunciou a parada na qual deveria ficar... De volta à realidade!
Ao chegar em casa, fiz o de praxe... A primeira tarefa era verificar se estava tudo bem com o gatinho. Depois de outro banho, para não ficar tarde, liguei para o número da amiga de dona Sônia. Ao ler o cartão, com calma, verifiquei que se chamava Catarina.
Ao me atender, identifiquei-me. Ela me avisou que é viúva, tem duas filhas casadas e que fica mais fora da cidade do que propriamente em casa. Então combinei que estaria pela manhã em seu apartamento, para que pudesse me orientar naquilo que desejasse dos meus serviços.
***
Logo cedo retornava ao mesmo endereço que estivera no dia anterior... E o meu corpo já o reconhecia.
Dona Catarina me pediu dois dias na semana, mesmo que a maior parte do tempo ela ficasse se revezando na casa de suas filhas, pois sendo viúva não queria se desfazer do seu cantinho.
- Menos mal! Mais um patrão, não daria certo! – Eu pensei.
Na parte da tarde, dona Catarina seguiu em um táxi para o aeroporto, aonde embarcaria para Porto Alegre, com o intuito de passar quinze dias com uma das suas filhas e depois retornaria. E levou consigo o número da minha conta bancária para depositar o meu pagamento.
Enquanto, terminava os serviços do dia, o telefone tocou...
- Boa tarde, eu pensei que não fosse atender! – A voz do outro lado falou firme comigo.
- Como soube que estaria aqui? - Eu lhe indaguei.
- A senhorita fique sabendo que, estava com a minha esposa, quando a dona Catarina lhe ligou agradecendo. E como já tenho o número, ficou fácil! – Ele em disse com ironia.
- Ah sim! – Não soube o que falar.
- É uma pena que não poderei vê-la. Hoje a minha esposa e eu temos uma apresentação das crianças no colégio! – Ele se justificou.
- Tudo bem! – Eu o respondi com a boceta em chamas.
- Até mais, minha delícia! – Ele se despediu.
Quando me preparava para deixar o apartamento de dona Catarina, a campainha tocou. Ao observar pelo olho mágico, verifiquei que era o porteiro Ademir com algumas correspondências que imaginei ser da dona do apartamento.
Não abri a porta totalmente, mas o porteiro forçou a sua entrada.
Ele percebeu que fiquei assustada e ao pegar as correspondências agradeci e pedi licença.
- Você pensa que eu não sei o que está acontecendo entre você e o doutor Ikaro? – Ele me perguntou.
- Não está acontecendo nada! – Eu lhe respondi.
- As outras empregadas sempre se queixavam dele na portaria comigo. Mas você não cometa nada sobre os seus patões!  - Ele comentou.
- Não tenho nada para comentar e nem perder meu tempo fazendo fofocas! – Eu lhe falei bem ríspida.
- Ou você age da mesma maneira comigo ou conto tudo para a esposa dele! – Ele disse em tom de ameaça.
- Não faria isso! – Eu lhe respondi.
- Faria! – Ele falou alto.
- Também quero a minha fatia do bolo! – O porteiro pediu.
Embora de início eu tenha me interessado pelo porteiro, depois que conheci o Ikaro, tudo mudou. E não tive como não ceder a sua pressão... Ao tesão entranhado na pele.
E rapidamente tranquei o apartamento e ali mesmo na área de serviço, Ademir empurrou em mim toda a sua tora... Era grande... Mas nenhuma ousadia em manuseá-la. Talvez pelo pouco tempo que teria, pois havia deixado a portaria sem vigilância. Ele nem ao menos se despiu, apenas desapertou o cinto e abriu o zíper para libertar o cacete, já teso.
Os seus movimentos não me provocavam nenhuma reação, como o corpo já aprendera a andar de bicicleta, aos poucos foi reagindo aos seus estímulos. Mas não cheguei a gozar, porém, Ademir sim!
De seu cacete jorrou uma porra rala... Sem vida! Que ao terminar, lavou-se rapidamente no tanque. Ao se recompor me deixou jogada em um canto e saiu batendo a porta.
***
Não tinha horário...
Perdi a noção do tempo, quando novamente o telefone tocou...
Era Ikaro desejando saber o motivo que ainda me encontrava no apartamento de dona Catarina. Em seguida, avisou-me para descer, pois havia um táxi me esperando que, eu seguisse com ele, pois me levaria a um lugar e que depois de um tempo iria ao meu encontro.
Sem imaginar e pensar no que poderia acontecer, obedeci as suas ordens.
O táxi me deixou em um motel, no qual já haveria um quarto reservado em meu nome.
Ao chegar ao quarto, sentei-me sobre a cama, feito uma criança abraçada aos próprios joelhos.
Não poderia me deixar abalar pelo o que tinha ocorrido... Pois idealizei o porteiro de outra forma e ele não era nada do que imaginei.
Eu precisava reagir...
Então liguei a televisão em um canal adulto e preparei a hidromassagem enquanto ele não chegava.
Toda aquela sensação de liberdade me causava um tesão delicioso.
Uma ducha rápida...
E vestida somente com um roupão assistindo aos vídeos...
As pernas totalmente abertas...
Foi me dando um calor...
A parte de cima do roupão eu abri para me refrescar e deixando os seios à mostra.
Tão entretida estava que não ouvi o barulho da maçaneta e quando dei por mim, Ikaro me observava encostado à porta.
- Que bom que você chegou! – Eu lhe disse pulando em seu pescoço.
- Calma garota! O que aconteceu? – Ele quis saber.
- Nada de mais! Isso é tesão acumulado! – Eu lhe respondi brincando.
Ikaro desfez o laço que prendia o roupão e deixou-o cair, levando-me até a cama.
E ajoelhada reirei o cinto, abrindo o zíper e colocando-o entre os meus lábios.
Chupei-o com tamanha fome e vontade... Ao mesmo tempo abaixando as suas calças e fazendo com que retirasse o paletó e a camisa... E dando um jeitinho retirou os sapatos e as meias... Exibindo-se totalmente para mim!
Eu continuava o devorando...
Como algo assim pode ter alicerce no sexo? Era somente isso o que desejava de mim...
Olhava-o com devoção...
- Meu Deus que homem! – Eu pensava.
E não cessava com os meus movimentos bucais...
Ele vinha de encontro à garganta... Diferente da outra vez me deixava livre.
Ao agarrar-me pela cintura, fez com que ficasse de quatro...
Estar naquele cenário de luxúria com Ikaro era inacreditável... E nos olhávamos através dos espelhos e me entregava ao sabor de sua lascívia.
E sem qualquer menção, invadiu o meu rabo rosado...
Dessa vez eu soltei um grito!
- Isso cadela! Grita! – Ele me pediu.
Conforme as suas investidas sobre o meu corpo se intensificaram...
Uma sensação de dor e prazer se completava...
Nunca pensei que depois de algumas decepções fosse encontrar alguém como Ikaro, embora eu soubesse que ele nunca seria meu de fato, mas sim eu dele...
A partir daquele dia, eu de fato lhe pertenceria!
***
O seu pedaço de carne teso me dilacerava... E eu o desejava mais entre as minhas entranhas. Não sei como, mas ele tomou posse de um pequeno vibrador que massageava o clitóris e me fazia gemer e gritar...
E quando não mais suportando aos palavrões, gozei lhe pedindo para que não parasse de socar em meu rabo.
A nossa euforia era tamanha que nem sequer parecia que havíamos transado no dia anterior.
A volúpia era tão grande que nem sequer pensamos nesta questão.
Eu queria mais dele...
Eu queria que ele enchesse o meu cu com toda a sua porra. E assim o fez...
O cacete latejou jorrando o prazer em meu rabo.
A sensação de poder se apoderou de meu êxtase... E ao invés de me acalmar, surtiu o efeito contrário, deu ainda mais tesão
Depois que ele se acalmou, sugeriu que seguíssemos para a hidromassagem...
Somente com o olhar tinha o poder de se fazer entender e, isso era o que mais me deixava fascinada por ele, como se me hipnotizasse.
Não havia pressa.
Ikaro foi até ao frigobar e levou consigo uma garrafa de vinho e duas taças.
Eu já me encontrava sob a água que borbulhava... O que fazia com que a espuma aumentasse.
Ele nos serviu...
A adrenalina percorria por minhas veias... E ao se misturar com a bebida, não pude me conter e, jogando-me sobre o corpo de Ikaro, deslizei e ao mergulhar, engoli com vontade o seu cacete. Mas quando precisava respirar, erguia um pouco a cabeça, no entanto, sem parar o que realizava.
Ikaro gemia para demonstrar o seu grau de prazer que sentia com o meu boquete aquático...
Não demorou para que ele novamente estivesse  com a sua ferramenta bem dura. E ao me levantar encaixei o meu corpo sobre o seu e o engoli com a boceta.
A água me proporcionava ainda mais energia, em um prazer desmedido e imensurável.
Ikaro canalizava parte do transe para si... Como pode algo assim tão poderoso acontecer sem que ao menos esperarmos?
O meu ritmo cadenciado fazia com que a água formasse pequenas ondas à nossa volta.
A fricção do clitóris em sua pele fazia com que ficasse cada vez mais inchado, quente e inflamado...
Em dedos que se entrelaçavam...
Em palavras desconexas sendo ditas...
Em palavrões com toda veemência pronunciados...
Até que uma força se apossou literalmente de Ikaro e fez com que me jogasse para baixo de si, invertendo as nossas posições.
Ele em estocava com tamanha força que logo eu gozei em meio aquele mar de espuma e me deixei desaguar.
Ikaro soltou um gemido mais sentido... Quando o senti latejar, totalmente ofegante, derramando jatos de porra.
***
Com ele ao meu lado...
Não sabia ao certo como me comportar... O que esperar dele...
Nada quis indagar, apenas viver um dia de cada vez.
Não cogitei a ideia de lhe contar o que ocorrera aquela tarde no apartamento de dona Catarina. Apenas mencionei que não me simpatizo com o porteiro, já que ele me perguntara se estava gostando em trabalhar em seu apartamento e no de dona Catarina.
- Não posso mais me demorar! Sei que você só tem o seu gatinho lhe aguardando! – Ele comentou.
- Como pode saber dessa informação? – Eu lhe indaguei.
- Para a segurança de minha família, averiguo quem trabalha diretamente em minha casa! – Ele me advertiu.
- Então, não sou nenhuma ameaça? – Eu lhe perguntei outra vez.
- Você é outro tipo de ameaça! – Ele me respondeu sorrindo e me beijou como ainda não fizera.
- Hum... Sei! – Eu lhe falei.
- Só não será se seguir corretamente as minhas orientações e principalmente as minhas ordens! – Ele me disse com firmeza.
- Quais são elas? – Eu quis saber curiosa.
- Primeiro você se mudará para um lugar mais seguro, de preferência para mais próximo. Não se preocupe quanto a isso eu já providenciei tudo! Será na semana que vem. E quanto às outras, tudo é questão de tempo. E lembre-se, só trabalhará em minha casa e na de dona Catarina. – Ele foi bem claro em suas explicações.
- Você esteve em minha casa? – Eu lhe indaguei.
- Sim! Como disse, tenho que zelar pela segurança de todos! – Ele me respondeu sem muita paciência.
- Tudo bem! – Eu lhe falei.
Depois de uma ducha, Ikaro se vestiu...
Ao sair do motel sozinha, um táxi já me aguardava Para me levar para casa.
- O que estou fazendo? Tendo um caso com o patrão e sendo chantageada pelo porteiro... Até aonde isso vai parar?
Não pensei que ser diarista seria tão divertido!