sábado, 25 de junho de 2016

Tesão

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Páginas de meu diário III - Mulher Escarlate



Eu sinto que não sou uma pessoa comum...
Embora vivendo como tal, necessito encontrar o meu caminho...
Para evoluir...
*** 
À procura de um atalho nada convencional, mesmo não tendo a certeza, joguei-me de cabeça.
Através de uma amiga, tive o conhecimento de Mulher Escarlate... Uma sacerdotisa muito misteriosa.
Quando estive em sua presença pela primeira vez, senti algo muito forte...
Uma energia avassaladora.
A sua figura me exerceu certo fascínio: Uma pele clara, corpo esguio. O tom vermelho de seus cabelos emoldurava o rosto delicado e ao mesmo tempo com traços fortes, apesar de aparentar um pouco mais de idade do que a minha.
Após uma longa conversa, ela me disse que estava apta para participar de seu ritual e que poderia me juntar ao seu grupo, mesmo que na primeira sessão eu ficasse apenas a observar. Mas que não me assustasse e me surpreendesse com as minhas reações.
***
Na data e no horário marcado, a minha amiga e eu comparecemos em sua residência, pois ela separava uma parte da casa para celebrar a sua fé.
A princípio o grupo era formado por mulheres vestidas por collant vermelho.
Uma bebida de tom vermelho era deixada em lugares estratégicos no ambiente para que tomássemos à vontade sem nenhuma restrição.
A minha ansiedade era tamanha... Os nossos copos não paravam vazios.
No início existiu um clima sensual... O olhar de desejo... O toque sutil em nossas peles. Um Q de tesão no ar.
Mas nada acontecia sem o consentimento de alguém e a Mulher Escarlate deixava isso bem claro. Para se atingir o âmago espiritual através de seu ritual, deveria ser algo desejado e não imposto.
No local havia cinco meninas e eu...
Quando finalmente a Mulher Escarlate surgiu...
O álcool já fazia parte de minha corrente sanguínea, mesmo tonta, conseguia controlar os meus sentidos...
O que acontecia era tudo tão natural... Corpos femininos se tocando em um ritual sendo comandado por aquela mulher misteriosa.
Bocas sugavam lábios vaginais... Dedos... Línguas passeavam por cada orifício existente... Gemidos... Sussurros... Êxtase...
Embora estando um pouco afastada das demais garotas, todo aquele cenário causava sensações e reações em meu corpo. Como se anestesiasse o que eu fora até aquele momento e quisesse realmente me falar algo.
***
Na manhã seguinte já em casa me sentia completamente diferente, como se algo novo tivesse sido despertado em mim...
***
No próximo final de semana, já me encontrava na casa da Mulher Escarlate.
A preparação foi como antes... Havia um espaço para tomarmos banho, aliás, o ritual se dava início nessa parte, na purificação de nossos corpos, em um banho coletivo, mas não era permitido que nós nos tocássemos neste momento. As roupas eram separadas com cuidado. As mesmas meninas e outras duas que até então não conhecia. Mas que ao conversarmos, soube que participavam a algum tempo do ritual. A mentora de tudo aquilo, encontrava-se recolhida em seu aposento, enquanto tudo era preparado...
Lembro-me da taça de vinho em minha mão... Disse que naquele segundo dia me soltaria mais...
Quando a Mulher Escarlate surgiu de forma deslumbrante, mas não poderíamos demonstrar nada, a não ser o respeito em forma de silêncio. Mas dessa vez ela estava acompanhada por um homem, com trejeitos femininos, para compartilhar de nosso mundo.
A Mulher Escarlate começou de forma agressiva, ou talvez, eu ainda não estivesse acostumada com as suas facetas.
Ela olhava fixamente em nossos olhos e apontando para uma das garotas fez com que ela se levantasse.
- Fique de frente para a parede! – Ela ordenou.
O traje que vestíamos, era um maiô vermelho.
A Mulher Escarlate segurou os braços do homem para trás e fez com que ele lambesse o sexo da mulher, ainda por cima do tecido que a cobria.
Para ele mais parecia uma tortura... E ao mesmo tempo se deliciava com toda aquela situação.
Até que a Mulher Escarlate soltou os seus braços e fez com que ele enfiasse os dedos em sua buceta... E tão logo ela enfiou os próprios em sua bunda. A cada investida, ele empinava mais os quadris.
Toda aquela cena aquecia o meu corpo e me deixava molhada...
Antes a bebida vermelha que tirava a secura de minha boca, agora banhava o meu corpo, molhava os meus cabelos deixando-os colados em minha pele.
Uma voz suave sussurrava em meu ouvido...
- Você é deliciosa...
- O seu corpo molhado com essa essência...
- Quero você!
As frases, vinda de uma das colegas de ritual me hipnotizavam.
A bebida e o suor se misturam em meu corpo...
As outras meninas se entreolhavam...
Quando a Mulher Escarlate nos deu permissão para fazer o que desejássemos... Que seguíssemos aos nossos instintos.
Antes que pudesse acontecer algo entre nós duas, dois homens surgiram...
- Surpresa! Então vieram compartilhar conosco? – A Mulher Escarlate falou, interrompendo os sussurros e gemidos que começavam a entoar no ambiente.
- Agora ficou bom para você? – A minha amiga sussurrou baixo em meu ouvido.
Os rapazes não fizeram nenhuma cerimônia para se juntar a nos. E como boas anfitriãs que somos, os fizemos despidos.
Eles notaram o clima que existia naquele ambiente...
A luxúria exalando em nossos poros...
Tão logo se colocaram eretos para o nosso deleite.
Nós mulheres que comandávamos todo aquele ritual de orgia feminina com os desígnios da Mulher Escarlate.
Os homens eram o ponto de equilíbrio...
Em uma enorme taça que se localizava em um altar no centro, a Mulher Escarlate seguiu com o escolhido.
Com um sinal fez com que uma das meninas fosse até eles...
E com outro sinal, ela começou a punhetá-lo até ele gozar dentro da taça. E assim o fez.
Este se afastou...
A mulher Escarlate tomou posse de uma jarra, ali derramou um pouco de vinho e depois misturou um líquido vermelho com um cheiro forte que parecia ser sangue... E sorvendo o primeiro gole...
A taça foi passada de mão em mão para que todos pudessem degustar da fina bebida.
O silêncio se fazia presente neste momento... Uma espécie de torpor começou a se instalar em meu corpo.
A Mulher Escarlate bateu palmas três vezes em seguida e ordenou para que ficássemos à vontade...
O desejo do sexo era tamanho em minha essência... E fui com tamanha gula para o lado do outro rapaz... E tocando em seu cacete, deslizei a língua em meus lábios para umidificá-los... Ao me colocar de joelhos, os mesmos lábios o envolveram totalmente.
A garota que antes sussurrava o seu desejo em meu ouvido, de posse de uma taça de vinho derramou um pouco em minha boca e bebendo o que ficara... Com suas mãos ágeis abriu a peça de roupa que cobria o meu corpo, em seguida deslizava a sua língua sobre os meus seios... E a sensação era de efervescência. Um tesão sem medida me provocava.
A sua mão neste momento atingia no alvo o meu sexo molhado, enquanto aquele desconhecido recebia carícias de minha boca.
Ela se colocando por trás de mim, abria a buceta e enfiava a língua ali dentro o quanto mais que podia.
Ao recuperar o fôlego, olhava de soslaio para em inebriar com as cenas de sexo selvagem que se emolduravam através da pouca luz.
A Mulher Escarlate também sugava o outro rapaz e outras duas meninas compartilhavam com ela das mesmas sensações.
Através do olhar, elas se comunicavam e sabiam exatamente o que deveria ser feito.
Eu me levantei para que o meu macho em questão pudesse me penetrar, estava tão ávida por aquele momento que nem pensei muito nas carícias que minha amiga exercia sobre o meu corpo e empinando bem a bunda de quatro, senti toda aquela espessura e comprimento sendo fincada na buceta.
Ele investia de encontro ao meu corpo com tamanha força e precisão...
Os meus gritos eram cada vez mais alto, o que chamou a atenção de Mulher Escarlate que veio partilhar de meu momento, deslizando os seus dedos em meu clitóris. E quando notou que eu iria gozar, ela encaixou a língua para que pudesse receber o néctar que dali se derramaria e alimentaria a sua alma.
Com um espasmo violento o meu corpo entrou em transe em um orgasmo intenso e profundo!
A minha respiração ofegante...
A garota que antes me acariciava, posicionou-se em minha frente para que eu pudesse chupá-la e assim o fiz. Os seus movimentos eram sinuosos, quando outra veio e se encaixou em sua boca.
Ele continuava a me socar!
Quando ele saiu de minha buceta e invadiu o meu rabo...
A dor foi indescritível, mas suportei... E então, continuou!
Foi quando senti as suas veias latejarem e a jorrar em meu cu... O gozo escorria e, a Mulher Escarlate não desperdiçava nenhuma gota sequer.
Gritos...
Sussurros...
Gemidos...
Pela ambiência ecoavam.
E todos se saciavam do frescor da pele de cada um.
Na manha seguinte, acordamos todos embolados sobre o corpo do outro...
Uma dormência nos sentidos...
Com uma leveza na alma.
Se a Mulher Escarlate existe sim ou não eu não sei...

Mas que a energia de gozos, de corpos se transmutando, é a melhor sensação que podemos desfrutar.


quarta-feira, 22 de junho de 2016