quarta-feira, 21 de junho de 2023

Completude

 


Não...

Não via a hora de mergulhar em você.

Quantas punhetas batidas,

Quantos momentos de desejos,

Quantas fodas sonhadas,

Tantas vezes, imaginei-te fazendo uma massagem oral no meu cacete duro, adentrando tua boca,

Penetrando a garganta ao ponto de faze-la engasgar de tanto tesão.

Gosto quando babas e deixas escorrer por entre a boca, a tua saliva e o meu gozo.

Fodo a tua boca com fúria e adoro te ver chupando minhas bolas.

Vem...

Abre-se para mim,

Ofereça-me o teu cu que tanto desejo come-lo,

Fode-lo... Chupa-lo...

Arrancar suspiros e palavrões mais obscenos das cordas vocais.

Com leveza de sapiência, oferece-me o rabo...

E diz: Estou piscando para você. ..  Foda-me!

Não hesito em primeiro dar-lhe uma lambida...

Em seguida fode-la com gosto sentindo as contrações que parecem querer torar meu o pau.

Mexe, geme enquanto, eu te soco o caralho bem duro...

 

Heitor Cafila

 

Infinito é o desejo, contagiando-me em tua abundância,

Que transcende a realidade, poderosa sinfonia.

Atravessando as dimensões.

A realização de corpos encaixados, como peças de quebra cabeça,

Transitando pela harmonia de sussurros, turturinando por cada centímetro.

Incontidos gemidos que reverberam na essência de mulher.

Entregue à felação, apoderando-se da minha excitação.

O teu sabor me inebria, o feromonio me embriaga,

Rendo-me ao ritmo que me contagiava à todo instante,  incendiando o ensejo.

Na imperfeição dessa dança alucinógena, o fluído pre-seminal, instiga-me, cada vez mais roliço,

Por entre as pregas anais,

Abrindo-me em reações viscerais.

Envolvendo-o com os meus solfejos,

Rendendo-se aos tremores da carne, deliciosos lampejos.

De quatro, ou cavalgando sobre o dorso que me sustenta,  preenchida pela verga alucinante,

Na miscelânea de suor, sentindo o salgado de tua pele.

Contagiando-nos o clima transcendental,

Expandindo-nos simultaneamente,  incidental.

 

Fabby Lima


terça-feira, 13 de junho de 2023

O transcender do virtual

 


Ah! O mundo fantástico da tecnologia – Da Internet – De redes sociais – Que tem a capacidade de afastar, aproximar e reaproximar pessoas colocando cada uma em seus nichos de individualidades, envolvendo tudo em uma bolha com etiquetas em cores neon.

***

Há alguns anos foi o que aconteceu comigo, envolvi-me com o bichinho das comunidades, no desejo de encontrar com outras pessoas e compartilhar o meu gosto musical, o visceral rock n’ roll.

Alguns amigos de outros estados se tornaram mais próximos em comparação com aqueles que convivo quase que  diariamente.

***

O destino virtual me presenteou com o Michael,  mesmo morando em outro Estado, a cada nova troca de mensagens, foi se tornando mais íntimo. Quem diria, somam-se anos de amizade.

A nossa relação  foi construída através de uma base sólida. Até hoje nos surpreendemos com algo em comum porque há uma nova descoberta a ser realizada e coincidências, que nos envolvem mesmo morando tão longe, através de letras de músicas, fotos compartilhadas ou acontecimentos do cotidiano, nem tudo é um mar de rosas.

Entre um compromisso ou outro  de trabalho,  Michael encontra uma maneira de está presente, por vezes, surpreendendo-me.

***

Certa noite, em uma viagem à trabalho,  avisou-me que passaria por minha cidade na noite seguinte, faria uma parada para pernoitar, e que seria a chance de nos encontrarmos, logo em seguida me convidando.

Além de tudo seria um refrigério possuir essa oportunidade de finalmente conversar pessoalmente, ouvir uma voz feminina, pois precisa lidar diariamente com a sua equipe de trabalho formada pela ala masculina. Não que isso fosse um problema.

Como não fazer esse encontro acontecer?

***

O local em que ele marcou não ficava distante do bairro em que resido, e aceitei o seu convite.  Finalmente,  encontrar-nos-íamos em carne e osso, após longos anos de amizade.

Há alguns dias ele me pegou desprevenida, confessando que é apaixonado por minha personalidade, por me mostrar sempre inteligente sem algum resquício de soberba, por compartilhar também da paixão  pela literatura através da escrita com quem assim o desejar. Em manter a mente sempre aberta à novos desafios, não deixando os problemas do dia a dia interferir no meu modo de ser.

No entanto,  às vezes, precisamos  de uma pausa para que tudo volte a se mover com a engrenagem bem lubrificada e apta a cumprir o seu papel.

***

No dia e horário combinados, o trânsito não  cooperou muito. Mas tudo é válido para dar um grau à mais de expectativa e ansiedade. Um misto de sensações ainda sentida não  somente no corpo, como também na alma.

Antes que o carro por aplicativo pudesse me deixar em frente ao estabelecimento, realizei uma chamada o avisando que estava chegando.

- Ainda não estou acreditando! – Ele falou do outro lado da linha.

- Acredite! – Eu lhe falei.

- Tudo bem! Vou aguarda-la na entrada! – Michael me avisou.

- Ok! Em dez minutos estaremos um em frente ao outro! – Eu lhe avisei.

- Ansioso! – Ele confessou.

- Eu sei! Eu também! Até logo! – Eu continuei me despedindo.

Ao continuar o trajeto, olhava atenciosamente  as luzes da cidade em contraste com a noite. Tudo parecia tão extraordinário quanto aquele encontro que me pegou de surpresa.

Ao estacionarmos em frente ao restaurante, Michael me aguardava andando de um lado para o outro, esfregando  e assoprando aa mãos.

Confesso que soava um pouco  estranho para quem veio do tempo analógico, de repente,  encontrar-se com alguém que conheceu através de uma rede social. Ele estava ali, materializando-se bem em minha direção.

Ao deixar o carro, ele veio de encontro com uma atmosfera de novidades, recebendo-me tão acolhedor com um sorriso iluminado nos lábios, em braços que se encaixaram tão perfeitamente ao meu redor.

Não parecia que aquele seria o nosso primeiro contato físico podendo-nos sentir pelo tato com um abraço  que transcendia todo o tempo e a distância que existiu, e feito dois bobos sorríamos um para o outro.

- Não acredito que você está aqui comigo! – Michael comentou.

- Também não! Foi tudo muito de surpresa! – Eu lhe falei.

- Não me perdoaria se deixasse passar essa chance! Você está bem? – Michael falava todo eufórico.

- Estou bem! Melhor agora! E você? – Eu lhe perguntei.

- Estou me sentindo muito bem. Ainda mais com você aqui comigo! Acho que vai precisar me beliscar! – Michael comentou  brincando.

- Não seja por isso! – Ei lhe falei, beliscando o seu braço de leve.

- Aí! Realmente não estou sonhando! – Ele acompanhou a brincadeira.

- Então,  você pediu! – Eu lhe disse sorrindo.

- Vamos entrar! – Michael me falou em seguida, abraçando-me.

- Vamos! – Eu exclamei.

Michael segurou a minha mão, dirigimo-nos para a mesa que ele havia reservado. E já acomodados, não parava de me olhar, não acreditando no que estava acontecendo, e nem mesmo eu.

Durante o jantar, para descontrair conversávamos sobre os assuntos que costumávamos pautar nos conhecendo. Como a tecnologia pode ser surpreendente,  e nos fazer conectar com pessoas que nunca imaginaríamos que existissem.

A nossa comemoração estava memorável.

Michael demonstrava ser do mesmo jeito  que sempre transpareceu pela Internet: Com uma alma leve e energia boa... Aquele ser humano que dá uma vontade tremenda de não se afastar nunca mais.

Entre um assunto ou outro pelas entrelinhas de nossas afinidades, notei que ele me olhava de um modo diferente, totalmente compenetrado.  E eu reconhecia aquele olhar.

- Esses dois olhos de tarado... É para me comer? – Eu lhe perguntei sendo bem direta.

- Sim! – Michael prontamente me respondeu.

- Quer me comer agora? – Eu lhe fiz essa pergunta sem aguardar a resposta – Vai para o banheiro já já! – Eu continuei.

- Seria capaz? – Michael me perguntou.

Foi a minha vez em não responder e saí em direção ao toalete.

Após alguns minutos,  Michael demonstrando preocupação com a minha demora, para disfarçar foi ao meu encontro.  E ao entrar no banheiro,  achou-me com as mãos apoiadas na pia, usando apenas uma calcinha enfiada entre as nádegas.

- Vem lobo mau, foda-me por trás... Eu sei que é o que você quer! – Eu lhe falei comandada pelo tesão.

Michael  se encaixou de encontro ao meu corpo, roçando o duro cacete entre as nádegas, por baixo do tecido de sua roupa,  e abrindo rapidamente o zíper, abaixando a calça, colocando a minha peça íntima de lado,  percebendo-me lubrificada, penetrando na boceta dando leves arremetidas. E saindo, direcionou-se para a entrada anal que piscava,  iniciando a invasão. Em sinergia  comandava os movimentos para facilitar. Quando o senti atolado no meu rabo guloso, agarrava-se em meus seios, e acoitando-me, fazia com que reagisse à cada uma de suas investidas, enquanto,  roçava a boceta no mármore gelado...

Em uma miscelânea de sensações não demorou para que abafando os meus gemidos com mordidas em meus lábios,  gozasse mordendo o seu cacete.  O que fez intensificar as nuances, expandindo-se quase simultaneamente, muito insano.

Os nossos corpos estavam entregues –

Em sintonia com o momento.

Sentindo toda a aura de libido reverberar pela ambiência.

- Gozou gostoso,  não é seu safado? Eu quero é mais! – Eu lhe avisei.

- Só se for agora! – Michael concordou.

Neste instante,  fiz com que se sentasse no vaso sanitário,  ajoelhei-me e chupando o membro quase em riste para deixa-lo novamente no ponto... Até que obtendo o resultado esperado, ao me levantar e erguendo uma das minhas pernas, fiz que também me chupasse, e tonta pela excitação, sentei-me de frente encaixando  a boceta no membro que já gotejava, freneticamente acelerando o ritmo – Subia e descia preenchida pela rola cada vez mais enrijecida.

Michael por sua vez, chupava os meus seios  Um de cada, ou por ora, juntava-os e os enfiava em sua boca, entretanto,  controlava os meus gemidos e sussurros para não chamar a atenção. No mesmo intuito,  arranhava as suas costas, mordia o seu pescoço em uma transa muito intensa.

O tesão que sentíamos era muito forte para nos limitar a uma conversa sentados à  uma mesa de restaurante, totalmente fora de contexto.

Rebolava gostoso regida por seu cacete -

E ao enfiar o dedo no meu rabo, transcendia com uma sensação de dupla penetração.

Michael entendia perfeitamente do riscado,  ou aprendeu lendo em algum desses blogs eróticos que têm espalhados pela grande rede.

O calor aumentava gradativamente –

O suor escorria por nossos corpos conforme os solavancos.

A perversão se apossou de vez de nossos sentidos sem medidas e sem noção.

  queríamos sanar aquela fome que estávamos de nós dois.

Envolvidos pela insanidade,  entregamo-nos ao êxtase em harmonia com uma explosão de prazer. E permanecemos por alguns instantes nos sentindo.

Com a razão voltando a si, rapidamente ele se recompôs  e deixou primeiro o banheiro, encaminhando-se direto para acertar a conta. E ao me vestir, ele me aguardava na mesa, nem esperou que me sentasse e nos encaminhamos para a saída como se nada tivesse acontecido.

Michael sabia exatamente o que poderia ocorrer entre nós dois, por isso, planejou passar a noite na cidade. E perfeitamente  seria a sua melhor companhia.

Nada mais prazeroso do que saciar toda aquela vontade que nos contagiava. Os dois mau intencionados,  ainda mais com toda a loucura iniciada no banheiro daquele restaurante.  Como não poderia deixar de ser, continuou entre quatro paredes. E combinamos de não retornar mais.

Infelizmente,  na manhã seguinte, Michael precisou seguir viagem,  e me colocou em um carro de aplicativo.

Quem sabe em um futuro  próximo  poderemos nos reencontrar novamente?

Ao menos em chamadas de vídeos as nossas conversas  ficaram ainda mais interessantes e apimentadas.

Nada mais é prazeroso do que transcender o virtual –

Transmutando-o para a realidade.

 

quinta-feira, 8 de junho de 2023

Pegada forte


Tens uma pegada forte –

Xingando-me.

Com um gingado,

Provocando-o –

Chamando-me de filha da puta.

O tesão vem de rebote,

O frenesi arrebentando as portas.


O fogo consumindo-nos –

Ao invés de arrasar, toma forma e cores,

A libido presente,  multisabores.

No metaverso do desejo,

Aos movimentos,  prazeroso ensejo.

No bailado da luxúria, 

Envolvidos pelo instante do olhar.

Perceptível essência, 

O corpo clamando por luminescência. 


Somos fogo em constante brasa,

Incontáveis atitudes pervertidas.

Deixando-me livre para ser quem sou,

Discípula de Lillith desbravando o prazer.

Ao anseio incontido, o rejuvenescer,

Encaixes perfeitos, de qualquer maneira.


De presente a arte milenar do erotismo,

Na miscelânea de peles suadas –

Ao livre acesso das comandas.

Deixando as suas marcas em alto relevo, 

De toques abruptos,  instigantes.

Tapas ardendo na derme, 

Fazendo-me vermelha –

Ao instinto selvagem,  assemelha.

Também em tons roxos,

Os hematomas sentidos com muito gosto. 

A cada loucura,

O êxtase entrando em combustão -

No estado letárgico,  a consumação.

Variando as posições,

Fortalecendo as relações. 


O teu sexo é viril –

É másculo –

É potente.

O mastro avantajado, 

Crescente no rabo atolado. 

Realizando estragos,

Com volúpia entrando na brincadeira. 


Nós dois... 

Somos sempre assim, completa aventura,

Engolindo-nos, tornamos uma só criatura.

Na fome insaciável pela trepada,

Os pensamentos totalmente desconexos.

Complementando,  maus intencionados,

Cada gemido, sussurro ou gozo –

Vale todos os nossos pecados. 


Fomentando o lado ninfomaníaca de ser,

Quando nos tocamos, acontece o embevecer. 

Demonstrando a euforia, no choro viciante,

Culminando em entradas dilaceradas -

Miscelânea de fluídos, horas divertidas.

Não há o momento marcado para o embate final,

Pois sempre haverá o combustível para o tie-break.

Cada qual marcando o sei ponto, 

Em uma disputa sensacional.

Percorrendo da sobremesa –

Ao prato principal,  saboroso anal.


domingo, 4 de junho de 2023

A perversão da fantasia

 


Durante a nossa vivência devemos guardar segredos.

Não são todas as coisas que devem ser ditas se desejamos progredir em alguma área de nossas vidas: Financeira, trabalhista, amorosa ou em qualquer outra que façamos.

***

Após algumas desilusões, Lilla mesmo sendo discreta, procurava se blindar de todas as formas e viver do seu jeitinho sem opiniões alheias. A validação de alguém não estava em seu contexto.

As pessoas sempre a veem sozinha, seguindo a sua vida como se não existisse outra pessoa. Na verdade há,  mas não precisa alardear por aí para ser aceita de alguma maneira, moldar-se à ciclos de amizades. Essa não seria ela. Os outros teriam que inclui-la do jeito que era, e sua intimidade só dizia respeito à tal.

Acredita que precisa existir um stand by, e viver algo interno entre ela e o namorado.  Ninguém  precisaria saber, basta com que  se complementassem ao seu modo de ser.

Assim seguia a sua rotina de treinos na academia, afazeres domésticos  e trabalho em home office. Um mundo tão particular compartilhado com poucos sem muitos alardes.

Às vezes, assediada, porém,  não permitia aproximação de uma ou outra paquera.

***

Certo dia, enquanto treinava, para surpresa de todos teve início uma operação policial  no local. Alguns disparos foram realizados, os frequentadores acionaram o protocolo para se abrigarem, dirigindo-se para os vestiários.  O treino foi substituído pela apreensão. Somente Deus para resguarda-los!

Um grupo conseguiu se proteger dentro dos banheiros,  inclusive Lilla que ficou atordoada porque se encontrava próximo à janela.

Antes os fortões do crossfit demonstrando força e virilidade, agora se encontravam coagidos diante do cheiro de medo. Essas ações eram imprevisíveis.

Ao cessar os estampidos e bombas, após um tempo em que saíram do lugar em que se encontravam, ouviram um forte estrondo na porta sendo arrombada.  Entre olhares de incredulidade e o suor escorrendo por suas peles, perguntavam-se o que estaria acontecendo, até que logo veio a resposta.

A respiração  de Lilla estava ofegante, não somente a dela como as dos demais, e no fundo sabia que não tinha com o que se preocupar, mas não sabia até em que ponto.

O lugar estava sendo invadido.

Ela pode observar que dois policiais permaneceram na entrada fazendo a segurança, enquanto,  os outros invadiram o local ordenando que todos se encostassem com o rosto virado para a parede, conversando entre eles. 

A maioria usava balaclava. E um deles se mostrando mais alterado mandou que todos abrissem as pernas. Aquilo não seria mais um exercício.  

Os segundos mais pareciam uma eternidade...

“- Como poderia acabar aquela situação?”

Esses eram os seus pensamentos de uma mente ansiosa.

Homens e mulheres ordenados a ficar de cabeça baixa foram separados.

Um começou a revistar os homens, enquanto,  o exaltado foi em direção das mulheres. Na vez de Lilla ele a pulou sem que os demais percebessem, somente ela, deixando-a por último, finalmente  chegando a sua vez.

Ela jamais imaginou que passaria por tamanho constrangimento.

Entretanto,  com ela... Foi mais incisivo, com uma postura mais bruta fazendo  movimentos desnecessários e até mesmo sexuais.

“- Por quê?” – Ela se perguntava.

Em um momento,  tentou olhar para trás para ler a sua identificação, porém,  ele foi mais rápido do que ela, e a segurando com os punhos para trás, simulando um par de algemas,  arrastando-a em direção de um dos vestiários. Os colegas do treino nada puderam fazer com as armas apontadas em sua direção.

O policial era maior do que ela, tinha o rosto acobertado, treinado para usar técnicas de imobilização que só tinha visto em vídeos por redes sociais e sem força alguma para coloca-las em prática,  apenas se debatia para tentar se desvencilhar. Ele tampou a sua boca, e ela lhe aplicou uma mordida. Por sua vez, tornando-se mais energético, segurando em seu rosto, obrigando-a  com que o olhasse...

- Você?! – Lilla lhe perguntou apavorada.

- Será  que está acontecendo um clima aqui? – Ele lhe perguntou com sarcasmo.

Tão logo ele lhe pediu silêncio fazendo um sinal, e ela pode “relaxar” com o coração quase saindo pela boca.

- Tanto lugar para trabalhar, e veio parar logo aqui? – Lilla lhe perguntou quase sussurrando com receio de serem ouvidos.

- Ordens! Acredito que precisamos acabar com essa tensão, não acha? – Ele brincou – E te arrastando foi o meio que encontrei de ficarmos sozinhos. – O policial tentou se explicar sussurrando próximo ao seu rosto.

Naquele instante,  Lilla se esqueceu do que acontecia ao seu redor, deixando-se levar pelo tesão.

O que sentia no corpo era uma mistura de excitação com adrenalina, o perfume que exalava do suposto estranho com a visão de vê-lo fardado, nunca o teria visto assim pessoalmente todo paramentado, somente por fotos. O que de certa forma o tornava mais forte e másculo – A sua libido só crescia.

Ele colocou o fuzil ao lado do corpo, um verdadeiro soldado não se separa da sua ferramenta de trabalho. E deu continuidade abrindo o zíper e colocando o membro excitado para fora. Lilla com a destreza que ele já  conhecia, colocou-o todinho entre os lábios, fazendo-o crescer e o lubrificando com a própria  saliva.

O policial em questão se deliciava com as suas carícias, quando ela se ajoelhou o  sugando cada vez mais com vontade, fazendo-o crescer.

A sua calcinha molhada exalava à  luxúria.... À  sexo.

De repente, foi puxada pelo braço, girou o seu corpo abruptamente, abaixando o short juntamente com a peça íntima, levando-os até abaixo dos joelhos impedindo de certa forma a mobilidade,  encostou-a de frente para a parede como se fosse revista-la novamente de forma mais íntima. Os seios apertando com uma das mãos, roçando em seu corpo, os dedos penetrando a boceta escorregadia...

Todo aquele clima a deixava lânguida, várias imagens se passavam em sua mente como flashes de um filme pornô. A fantasia se tornando realidade em meio à tanta tensão.

O seu frenesi foi interrompido:

- Qual foi amigo? Se dando bem sozinho? - - Um de seus colegas perguntou na entrada do vestiário.

- Cai fora! – Ele respondeu.

Lilla olhou de soslaio,  e notou pela sombra que ele o obedeceu.

Neste instante,  ela se sentiu perturbada. Algumas dúvidas pairavam sobre os seus pensamentos.

- Relaxa! Disse  que te protegeria! – Ele continuou.

Lilla sentia o membro lubrificado passeando por entre a boceta e o rabo, aquilo de certa forma  a instigava, deixando-se levar pelo momento.

Pouco a pouco o pau em riste penetrava o seu pequeno e rosado orifício, fazendo com que o seu corpo reagisse à tanta energia,  os quadris revelando incentivar oscilações sinuosas cooperando com a invasão.

- Boa garota! – Ele lhe dizia sussurrando em seu ouvido.

- Sim senhor! – Ela lhe respondeu.

Lilla mordia os lábios para não gemer e denunciar o seu prazer. Não pensava em mais nada. Em seu íntimo desejou por aquele momento, as palavras têm poder.

Quando percebeu que como uma boa garota gulosa o havia envolvido com a sua boca anal, ela iniciou os movimentos  de sucção, tornando-o mais enlouquecido naquela mulher.

Ele arremetia com vontade em seu rabo, possuía a percepção  de que não poderia demorar dada a situação, e penetrando  os dedos em sua boceta sentia a libido escorrer.

Lilla se entregava, por vezes, abria os olhos  e percebia a presença  do armamento ao seu lado, estava completamente louca por aceitar, mas não havia outra escolha no momento.

O policial empunhava mais energia ao fustiga-la, sincronizando as suas arremetidas, até  que Lilla começou a sentir pequenas descargas elétricas denunciando que o seu gozo se aproximava – Mordendo o dorso da mão para não gritar, entregou-se a expansão. O seu corpo ainda estremecia, quando ele projetando as suas veias penianas,  exsudou o cu com muita porra. Por alguns instantes,  ele cessou os movimentos para senti-la vibrar, pois o seu sexo ainda se contraia.

- Foi mais do que fantasiei! Um brinde ao acaso! – Ele lhe falou baixinho.

- Sabemos disso! – Ela continuou.

- Agora... Segredo! Sabe que é necessário.  – Ele lhe pediu.

Rapidamente os dois se limparam com o auxílio  de papel toalha.

- Preciso ir! – Ele lhe avisou. – Vou na frente,  depois você sai! – Ele ponderou.

- Tudo bem. Saberei o que fazer! – Lilla concordou.

O policial saiu do vestiário como se nada tivesse acontecido.

Os praticantes do crossfit estavam sentados enfileirados, todos encostados à parede. Alguns choravam com a possibilidade  do que poderia está ocorrendo em um dos vestiários.

De volta,  caminhando firmemente, com o fuzil em punho para intimida-los...

- Abaixem a cabeça.  E não se preocupem, a sua colega foi bem tratada. – Ele falou friamente.

As mulheres  se entreolharam, e se encolheram com medo de alguma delas ser a próxima.

- O que deu em você? Está  louco? – Um de seus colegas lhe perguntou.

- Tesão! – Ele respondeu ironicamente.

- Sei! Continuem de cabeça abaixada! – O outro gritou.

Os policiais ainda demoraram alguns minutos para deixar o estabelecimento.

Lilla deixou o vestiário  como se nada tivesse acontecido, minutos antes, lavando o seu rosto pensando no que realizara, mas para os outros estava sendo interpretado como um crime.

Mesmo olhando para baixo, todos puderam constatar que ela estava bem, juntando- se aos demais, fingindo medo e um tanto chorosa. Alguém sem se importar, perguntou-lhe se estava tudo bem, e ela respondeu que sim com um aceno de cabeça.

Um dos policiais que faziam a contenção ao lado de fora, ordenou que os outros  poderiam sair, pois a área estava limpa.

O policial que anteriormente estava trancado com Lilla no vestiário, andava de um lado para o outro batendo o coturno no chão, em posição de alerta, olhando atentamente para todos, portanto, parou à  sua frente,  que levantou o olhar, por alguns instantes se entreolharam,  e ele bateu em retirada sendo o último.

- Aguardem por dez minutos,  antes de se levantarem! – Ele deu a última ordem.

O tempo estabelecido parecia não passar, quando  uma de suas amigas:

- Foda-se! - Nica se levantou querendo saber se ela estava bem.

- Não  se preocupe! Está  tudo bem comigo! – Lilla tentou tranquiliza-la.

A responsável  pelo espaço  logo lhe ofereceu apoio, querendo  que fosse a uma delegacia  para denunciar o abuso.

No entanto,  Lilla não poderia falar a verdade, informando que não aconteceu nada de errado.

- Mas você conhece... conhecia aquele homem? – Nica lhe perguntou.

- Nunca o vi na minha vida! – Lilla respondeu enfática. – Vamos esquecer tudo isso! – Ela pediu.

Segredos são segredos e segurança  deve está em primeiro lugar.

Ninguém poderia saber a verdade entre os dois. E este era um dos motivos por a verem sempre sozinha, como uma mulher  solitária. Mas que no fundo estava muito bem acompanhada.

E nada melhor do que realizar fantasias idealizadas à dois.

E na manhã seguinte, Lilla estava treinando, um dia comum, sem a presença do namorado de surpresa.