sábado, 1 de novembro de 2014

De quatro (no ato)



De quatro...

De presente...

Em minha performance ensandecida,

É assim que me sentes:

Uma louca desvairada sobre a tua batuta.

Contigo abro todas as minhas comportas,

Para você me entrego envolta em devaneios.

Indo de encontro a correnteza de teu rio...

Envolvida em teus encantadores mistérios.

Neles me perco... Encontro-me...

Puxando os cabelos...

Faz a carne branca molhada.

Em tapas desferidos na derme...

Achas o teu abrigo em meu apertado orifício...

Para mim nenhum sacrifício.

Ao contrário, enaltece o meu cio

E, abastece o meu tesão.

Não quero ser a santa e nem compreensão...

Assim somos nos dois quando estamos unidos.

Compartilhamos o pecado da luxúria.

Com o teu cacete em riste em mim fincado.

A buceta o engolindo...

Rebolando os meus quadris,

O cu me invadindo...

Em meio a palavrões..

Nos pedidos de fode-me...

Todo socado...

Martelando a sua ferramenta,

Por longas horas e horas de desejo.

É dessa forma que ao teu lado me vejo...

Até que extraia a última gota de prazer.

Alimento-me com o teu gozo latente,

Que na alma se faz veemente...

Quero que use de toda a sua sodomia...

Que imprima em minha pele as tuas marcas...

No pecado tu me tomas.

Em nuances roxas de hematomas...

Porque é assim...

Que tenho a certeza de ser a tua puta.

Que o teu corpo inflama...

Nos ardendo em uma cama,

No quarto de um motel qualquer...

Quero me derreter!

Um comentário:

Roberval Santos disse...

Adorei o escrito. Nara uma vontade louca de imagina fêmea cheia dr Desejo por uma macho