sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

Discípula de Lillith - II


Os humanos são sempre previsíveis e sem nenhum bom senso.
Comumente não tem sequer uma noção de privacidade.
Se há algo que mais detesto é ser interrompida naquilo que estou fazendo.
***
Estava em mais uma daquelas viagens sobrenaturais, aonde o único intuito é saciar a minha fome carnal.
Geralmente sou convidada, porém, em pouquíssimas ocasiões, tenho piedade daqueles que são pouco desejados.
Como é mais ou menos um, procuro apimentar um pouco a sua vida sem graça, driblando questões do dia a dia.
Não procuro saber os seus nomes, mas Guido estava tão desgostoso de sua vida, que precisei intervir não da maneira que está imaginando, mas quase fui a via de fatos.
Ao incorporar alguém que ele já conhecia, entrei em sua casa.
Como não estava sozinho, chamei-o para cozinha...
Disse que poderíamos nos divertir.
Ele veio por trás, esfregando-se em meu corpo... 
Retirei a calcinha fazendo o meu teatro.
Não teria tempo e fui direto ao ponto: Abaixei a sua roupa, apoiei um pé na cadeira...
Ele invadiu a minha boceta.
Assim começamos a nossa dança do prazer.
Carícias...
Risos...
Gemidos abafados...
Friccionava o clitóris...
Guido me segurava pelos quadris e estocava a carne quente e sedenta de prazer. Enquanto, eu mordia os meus lábios para não gritar.
Expandi–me em seu cacete...
Porém, Guido continuou a me sacudir... Também tinha as minhas necessidades.
Em dado momento, quando me puxou com mais energia de encontro ao seu cacete, ele exsudou com o seu elixir.
O leite da vida me alimentou, fortalecendo a minha alma.
Mas o intuito, era cravar os meus dentes em seu pescoço... Sugar o líquido quente...
Teria que agir no momento exato, quando a sua última gota de sêmen se esvaísse dentro de meu útero.
Corpos em combustão...
Respirações transcendendo o tempo e o espaço...
Aura magnética nos envolvendo...
Guido afagava os meus cabelos.
No instante, do meu golpe fatal, uma humana apareceu...
E, num piscar de olhos, sumi!
Deixando apenas uma vaga sensação de entorpecimento em seu corpo.
***
Não há o tempo...
Quando se vaga pelas imensidões do universo sem ao menos possuir um paradeiro certo.
E até mesmo quando a sua sobrevivência está a salva nos desejos carnais...
Na luxúria humana.
É um vício...
Que lateja feito um coração, mesmo não possuindo um.
***
Já ao longe eu ouvia alguém me chamando...
Mesmo em sono profundo, lá estava ele sussurrando o meu nome:
- Lillith... Lillith...
 Implorando-me...
Clamando para possuir o meu pequeno orifício rosado...
E eu já estava pronta para realizar os seus desejos mais íntimos.
Este eu já o conheço...
Eu o sugo até a última gota.
É uma moeda de troca: Eu o deixo invadir o pequeno anel... E ele me sacia com muito leite entre as minhas entranhas...
No entanto, há algo enigmático em seu corpo. Com um poder de recuperação, diferente dos outros humanos.
Seria um desperdício para a humanidade, a sua abdução.
Até o seu corpo resistir...
Eu sempre voltarei...
Basta apenas sussurrar o meu nome:
- Lillith...

Nenhum comentário: