quinta-feira, 20 de abril de 2017

Páginas do meu diário IV



Sempre os meus sonhos e eu.
Totalmente embevecida pelo momento...
Era assim que eu me encontrava.
Ou melhor, encontrávamos!
A luxúria transbordando em meu ato pecaminoso.
O meu corpo encaixado no sexo de alguém.
E a lascívia sendo traduzida em palavras.
O meu corpo lânguido...
E a alma embriagada pelo licor do êxtase.
Os seus movimentos continuavam dentro de mim.
E sua cadência elevava de vez a essência que transcendia o gozo.
As nossas almas se completavam sob a euforia do transe.
Não queria que nada naquele momento, a não ser usufruir de todas as sensações que o instante pudesse a nós dois proporcionarem.
O que é mais justo e perspicaz...
Nada mais concreto e avassalador do que o seu falo tocando as paredes de meu interior.
É assim que me mostro como realmente sou:
Sem amarras...
Sem máscaras...
Completamente sem pudor!
A libido como a única vestimenta da alma...
Sem freios...
Sem medidas...
Na invisibilidade das leis regidas por convenções sociais.
Nada é mais frustrante do que a hipocrisia e falso moralismo.
Liberdade é o meu sobrenome.

Embora a realidade se mostre o contrário dos meus sonhos

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