sexta-feira, 3 de julho de 2009

Delírios ao som de Rock n’ roll



Estou sozinha, mas sinto você se aproximar...
As luzes da casa apagadas... cortinas fechadas,
Impossível, sem você... fico de mãos atadas!
O rock n’ roll rolando no som, para meu delírio.
A porta lentamente se abre, vejo tua luz irradiar,
Para aumentar em constante o meu frenético cio.

A tua boca afaga o meu corpo, sinto tua língua,
A cada centímetro percorrendo, cessando a míngua.
Invadindo o vazio da minha imensa solidão...
Na volúpia me embriagando em teu tesão.
Diga-me: como resistir a tal provocação?
Pegas o controle, a música trocar faz menção...

Seduzindo-o, desejo ensandecidas estocadas,
Na batida desse ritmo quente e alucinante.
Como o sangue corta na veia pulsante,
Senti-lo em meus orifícios, nota a nota vibrante.
Rebolando em tua energia, bem atrevida,
A melhor sensação que podemos ter na vida!

Alimentamos lascivos os nossos movimentos,
Deleitamos-nos na cegueira do momento.
Em frenesi total, os cardíacos batimentos...
O volume do aparelho de som aumento,
Para os nossos gemidos abafar...
O que será que os vizinhos iriam pensar?

Não me importo, cada instante na pele sentido,
Provocas de uma tal maneira a minha libido.
Lá fora pode acabar de vez o mundo,
Aqui... é meu pequeno e doce paraíso,
Deixo de fora coisas impuras do submundo,
O prazer é mais intenso e delicioso!

Realizamos bem natural as nossas vontades,
Delírios de rock n’ roll no fim de tarde.
Não há nada que não se satisfaça e nos impeça.
Quero teu gozo com calma,sem a mínima pressa,
Para a nossa grande sede de sexo saciar...
Quem são os outros para julgar?

Seduzindo-o, desejo ensandecidas estocadas,
Na batida desse ritmo quente e alucinante.
Como o sangue corta na veia pulsante,
Senti-lo em meus orifícios, nota a nota vibrante.
Rebolando em tua energia, bem atrevida,
A melhor sensação que podemos ter na vida!

Não mintas...diga-me se não é...
Tudo comigo desejas e quer...
Sentir teu membro latejar em meus orifícios...
Da maneira como quiser, sem falsos artifícios.
Delírios de rock n’ roll, que nunca acabem,
Que nossos corpos extenuados no chão desabem!

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